segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Resgates Coletivos


RESGATES COLETIVOS
ANTE A LEI DE CAUSA E EFEITO


A jovem Baya Bakari, de 14 anos, foi a única sobrevivente do Airbus A310, da empresa Yemenia Air, que caiu no Oceano Índico, pouco antes do pouso nas Ilhas Comores, com 153 pessoas a bordo. Temos notícia de outros acidentes aéreos que tiveram, também, um único sobrevivente, a exemplo de Vesna Vulovic, aeromoça sérvia, que, no momento em que a aeronave sobrevoava a ex-Tchecoslováquia, resistiu à explosão, supostamente, causada por atentado terrorista, em janeiro de 1972. 
Dias antes, na véspera do Natal de 1971, um avião de passageiros, também, explodiu, depois de ser atingido por um raio, ao sobrevoar a Amazônia peruana. Todos morreram, à exceção da jovem Juliane Koepcke, de 17 anos, que caiu de uma altitude de 3 mil metros, aproximadamente, ainda presa ao seu cinto de segurança.
História semelhante é a de George Lamson Jr, que tinha 17 anos, quando sobreviveu à queda do Lockheed L-188, Electra da Galaxy Airlines, matando outras 70 pessoas a bordo, em janeiro de 1985. Os episódios de sobreviventes nessas circunstâncias incluem o de uma criança, de quatro anos, que escapou da queda do voo 255, da Northwest Airlines, em agosto de 1987, em que mais de 150 pessoas morreram no acidente, segundo os organizadores de um memorial pelas vítimas da catástrofe. Em 1995, uma menina, de nove anos, foi a única sobrevivente da explosão, em pleno ar, de um avião, na Colômbia. Em 1997, um menino tailandês escapou de um acidente, que matou 65 pessoas, durante um voo da Vietnam Airlines. Em 2003, uma criança, de três anos, foi a única sobrevivente de um acidente aéreo, no Sudão, que matou 116 pessoas. Lamentemos, sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma, pois nada acontece sem que Deus consinta.
Esses fatos nos remetem a refletir sobre as idéias dos cientistas materialistas que creem que a sobrevivência “não é uma questão de destino”, pois mais de 90% dos acidentes aéreos têm sobreviventes, hoje em dia, graças aos “avanços tecnológicos” (!!!...). Mas, a justificativa de “avanços tecnológicos” não explica as causas de uns morrerem e outros sobreviverem na mesma cena trágica.
Como se processa a convocação de encarnados para uma desencarnação coletiva? Qual a explicação espiritual para o fato de pessoas saírem ilesas das catástrofes, algumas, até mesmo, desistindo da viagem ou, então, perdendo o embarque, em transportes a serem acidentados? As respostas são baseadas nas premissas de que o acaso não pode reger fenômenos inteligentes e na certeza da infalibilidade da Lei Divina, agindo por conta de espíritos prepostos, sob a subordinação das entidades superiores. “A cada um será dado segundo as suas obras”. Ensinam os espíritos, mediante comparação simples, mas de forma altamente significativa, que justiça sem amor é como terra sem água. O pensamento da espiritualidade superior sobre o tema significa que a justiça é perfeita, porque Deus a fez assistida pelo amor, para que os endividados não sejam aniquilados.
A Doutrina dos Espíritos, embasada em O Livro dos Espíritos, não respalda a idéia de fatalidade, tratando especificamente do assunto, merecendo, por isso, leitura e reflexão.
Então, qual a finalidade desses acidentes que causam a morte conjunta de várias pessoas? Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações? Por que algumas pessoas escapam, como vimos acima? Lembrando que fatalidade, destino e azar são palavras sempre citadas em situações como essas, vejamos como os Espíritos nos esclarecem: “Fatalidade”, “Destino” e “Azar” são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma a palavra “sorte”, usada para aqueles que escapam desse tipo de situação. Que conceitos estão por trás dessas palavras? O Livro dos Espíritos explica, dentre outras informações a respeito, que “a fatalidade só existe no tocante à escolha feita pelo Espírito, ao encarnar, de sofrer esta ou aquela prova; feita a escolha, ele traça, para si mesmo, uma espécie de destino, que é a própria conseqüência da posição em que se encontra. Em verdade, “fatal”, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegado esse momento, de uma forma ou de outra, a ele não podemos fugir”.
Em chegando a hora de retornar ao Plano Espiritual, nada nos livrará e, inconscientemente, guardamos em nós o gênero de morte que nos aguarda, pois isso nos foi revelado quando fizemos a escolha desta ou daquela existência. Não nos esqueçamos de que somente os acontecimentos importantes, e capazes de influir nossa evolução moral, são previstos por Deus, porque são úteis à nossa purificação e à nossa instrução.
Nas mortes coletivas, como os casos tão dramáticos ocorridos nos recentes desastres aéreos, somente encontraremos uma justificativa lógica para os respectivos acontecimentos, se analisarmos, atentamente, as explicações que só a Doutrina Espírita nos fornece, para confirmar que, até mesmo nesses DESASTRES, a Lei de Justiça se faz presente, pois, como nos afirma o Codificador, não há efeito sem que haja uma causa que o justifique.
Todos os nossos irmãos que pereceram, em desastres aéreos, carregavam, na alma, motivos para se ajustarem com a Lei Maior, a fim de quitar seus débitos com a Justiça Divina, que não falha jamais, encontrando, aí, a oportunidade sublime do resgate libertador. “Salvo exceção, pode-se admitir, como regra geral, que todos aqueles que têm um compromisso em comum, reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita”.
Vamos encontrar em o livro Chico Xavier Pede Licença, no capítulo 19, intitulado “Desencarnações Coletivas”, as sábias explicações para o fenômeno das mortes coletivas, quando o benfeitor Emmanuel responde pergunta endereçada a ele, por algumas dezenas de pessoas, em reunião pública, realizada na noite de 22/08/1972, em Uberaba, MG, e que aqui transcrevemos: “Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios (e de quedas de aeronaves)? Responde Emmanuel -” Realmente, reconhecemos em Deus o Perfeito Amor, aliado à Justiça Perfeita. “E o Homem, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio”.
Como se processa a provação coletiva [resgate]? O mentor do Chico esclarece: “Na provação coletiva, verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro. O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona, então, espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do pretérito para os resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais “doloroso caso” às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais”.
Diante de tantos lúcidos esclarecimentos, não mais podemos ter quaisquer dúvidas de que a Justiça Divina exerce sua ação, exatamente, com todos aqueles que, em algum momento, contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade e, por isso mesmo, cedo ou tarde, defrontar-se-ão, inexoravelmente, com a Lei de Causa e Efeito, ou, se preferirem, com a máxima proferida pela sabedoria popular: “A semeadura é livre, mas, a colheita é obrigatória”.
É importante destacar que, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, o mestre lionês assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento, porque se passa neste mundo, seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, freqüentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento”.
Diante do exposto, afirmamos que a função da dor é ampliar horizontes, para, realmente, vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Por isso, diante dos compromissos “cármicos”, em expiações coletivas ou individuais, lembremo-nos sempre de que a finalidade da Lei de Deus é a perfeição do Espírito, e que estamos, a cada dia, caminhando nessa direção, onde o nosso esforço pessoal e a busca da paz estarão agindo a nosso favor, minimizando, ao máximo, o peso dos débitos do ontem.


Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com



sábado, 26 de janeiro de 2013

FERIADO CARNAVAL - 2013




QUERIDOS AMIGOS,


NOS DIAS 11 e 12 de FEVEREIRO (SEGUNDA E TERÇA-FEIRA),

 A CASA NÃO ABRIRÁ, DEVIDO AO CARNAVAL.

SENDO QUE NOS DIAS 10 (DOMINGO) E 14 (QUARTA-FEIRA),

ESTARÁ ABERTA, COM SUAS ATIVIDADES NORMAIS.



QUALQUER DÚVIDA, ENTREM EM CONTATO:






UM ABRAÇO À TODOS, BOM CARNAVAL E FIQUEM COM DEUS.

CENTRO ESPÍRITA LUIZA DE ABREU ANDRADE



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Interferência dos Espíritos


INTERFERÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM NOSSAS VIDAS 


Adésio Alves Machado

 A doutrina espírita não deixa dúvida ao informar que os Espíritos, por terem sido as almas dos homens que viveram na Terra, interferem na nossa vida com suas paixões perniciosas uns, e outros com suas aspirações de alto teor moral/espiritual.

A lei de ação e reação vai desenvolvendo a sua função na vida moral dos Espíritos, estejam na carne ou fora dela, porque a vida responde de conformidade com a qualidade da sementeira que deitarmos sobre ela.

O homem de hoje reflete a soma dos seus atos, de suas ações nas reencarnações passadas, é o que informa há milênios as religiões orientalistas. E, a partir de meados do século passado, com o advento da Doutrina dos Espíritos em 1857, o mundo ocidental se deixou incorporar pelo mesmo conceito. Ocidentalizou-se, com o missionário Allan Kardec, a lei de causa e efeito.

Estamos hoje defrontando pessoas e situações cujo  início deu-se em vidas anteriores à atual, sendo cobrados por algumas pessoas por aquilo que lhes negamos antes, e por outras somos restituídos no que nos foi retirado no passado espiritual. É bom sabermos que não estamos apenas pagando, restituindo, mas recebendo, também, tendo de volta o que nos foi retirado indevidamente.

“O que nos acontece teve início antes”, é o que nos afirma Joanna de Ângelis.  São sempre os mesmos Espíritos envergando novas personalidades nos novos palcos da vida, todos carregando a bagagem moral acumulada em inúmeras experiências reencarnatórias.

Pelo fato de toda ação construir uma reação semelhante, o nosso futuro começa agora a ser construído, tendo como base nossas iniciativas. Tudo quanto fizemos de bom ou de mal aos que conosco caminham pelas sendas da existência terrena, não se refuta no Espiritismo.

DEUS cria a vida e a entrega ao homem, transmitindo-lhe, na oportunidade, a responsabilidade de a conduzir, fornecendo-lhe meios e condições para o melhor desempenho de suas tarefas redentoras, como asseveraram os Espíritos a Allan Kardec, através das respostas às perguntas 704 e 711 de O Livro dos Espíritos.

Dispensemos acurada atenção aos nossos pensamentos, os quais vamos plasmando dia a dia no mundo mental, e que se vão condensando na esfera física caso sejam contumazes, determinando assim as nossas ações.  Necessário fugirmos das situações perturbadoras, sendo aconselhável nos fixarmos nos propósitos enobrecedores para que, só  assim, desfrutemos de paz, para viver e oferecer.

Devemos elaborar um programa de cunho altruístico  e cumpri-lo, dentro de deveres pequenos para os olhos do mundo, mas de alta significação às vistas divinas, os quais podemos assinalar: reservar algum dia da semana para uma visita aos enfermos; visitar um abrigo de crianças ou de idosos, levando carinho aos que lá se detêm; contribuir com alguma importância para um trabalho assistencial; mostrarmo-nos alegres;
a todos tratar bondosamente; manter um clima de esperança íntimo que naturalmente haverá de refletir-se exteriormente, beneficiando os demais; dar um telefonema a um amigo ou parente necessitado; escrever umas poucas palavras de ânimo e de esperança; ajudar materialmente a uma família carente... . Recebemos o que damos, e se queremos receber mais do que damos, passemos a dar mais do que recebemos.  Junto às demonstrações de caridade, firmemos nossos mais acendrados propósitos de renovação moral, visando a superação  das imperfeições e o alcance de novos limites, buscando nutrir otimismo que, com certeza, nos enriquecerá de boa disposição orgânica.

Nossos pensamentos ditarão as nossas aspirações, tarefas e ações, estabelecendo, caso sejam sadias, a sintonia com os Espíritos que facultarão aprendizagem no campo da educação superior, mas que, sendo doentias, perturbadoras e egoístas nos farão escravos das tendências inferiores.

Nossas realidades espirituais serão aquelas extravasadas e assimiladas pelos que conosco lidam, elas que se encontram sempre incrustadas nas camadas mais profundas do nosso psiquismo, aguardando a nossa voz de comando, que é acionada pela nossa vontade.

Compete-nos, diante de tamanha realidade, atuarmos no bem, sempre ligados ao amor, porque o amor responderá com total eficiência, já que ele reflete a interferência benfazeja dos Mentores da Vida Maior, na programação de nossa existência.  Estabeleçamos com Eles um vínculo cada vez mais firme, certos de ser o recurso de que dispomos para vivermos a relativa felicidade na Terra, confiantes em que ela se estenderá além da aduana da morte, quando nos depararemos com a verdadeira vida, a espiritual.

(Artigo publicado originalmente no Jornal Espírita de Pernambuco)



sábado, 19 de janeiro de 2013

O Espiritismo


 
O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é consequência direta da sua doutrina.”


“À ideia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodeia e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade à ideia.”


“Define os laços que unem a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte.”


“Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus.”


“Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus.”


“Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio.”


“Que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado.”


“Que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais ou menos rapidamente, pelo trabalho e boa vontade.”


“Sabe que não há criaturas deserdadas, nem mais favorecidas umas do que outras.”


“Que Deus a nenhuma criou privilegiada e dispensada do trabalho imposto às outras para progredirem.”


“Sabe que não há seres perpetuamente voltados ao mal e ao sofrimento.”


“Que os que se designam pelo nome de demônios são Espíritos ainda atrasados e imperfeitos, que praticam o mal no espaço, como o praticavam na Terra, mas que se adiantarão e aperfeiçoarão.”


“Sabe que os anjos ou Espíritos puros não são seres à parte na criação, mas Espíritos que chegaram à meta, depois de terem percorrido a estrada do progresso.”


“Que, por essa forma, não há criações múltiplas, nem diferentes categorias entre os seres inteligentes, mas que toda a criação deriva da grande lei de unidade que rege o Universo e que todos os seres gravitam para um fim comum que é a perfeição, sem que uns sejam favorecidos à custa de outros, visto serem todos filhos das suas próprias obras.”


A Gênese – Allan Kardec



 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

FERIADOS - A CASA NÃO ABRIRÁ



Queridos irmãos,

A partir de agora,
todos os dias que cair algum feriado, a casa não abrirá
com exceção de domingo, ou seja, se o feriado cair no domingo, a casa irá funcionar normalmente nesse dia.

E apenas no mesmo dia em que cair o feriado (exceto domingo),
é que a casa não abrirá. Por exemplo, se o feriado cair em uma quinta-feira, apenas nesse dia não teremos os trabalhos normais da Casa, voltando ao normal já no próximo dia, ou seja, na sexta-feira.

Qualquer dúvida, basta nos contactar pelo
e-mail ou pelo Facebook:

Um abraço à todos e fiquem na paz de Deus.
Centro Espírita Luiza de Abreu Andrade





Kardecismo como Espiritismo: Um Conceito

 


Bismael B. Moraes


Conceituar é indicar o sentido ou dizer o porquê de alguma coisa. Assim, falar de Kardecismo é referir-se ao Espiritismo como Doutrina, uma vez que esse conjunto de princípios foi passado a Kardec pelos Espíritos. (Aliás, muitos irmãos identificam-se como kardecistas, não se apresentando como espíritas, buscando não se expor a críticas e gracejos aos que não estudaram e desconhecem o Espiritismo e confundem a Doutrina dos Espíritos com outras seitas e crendices).


Allan Kardec, pseudônimo do Professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em Lyon, França, a 3 de outubro de 1804, filho de pai juiz e mãe professora, e que estudou em Yverdun, Suíça, com o educador Henri Pestalozzi, é o codificador da Doutrina dos Espíritos - o Espiritismo.

Estudioso de filosofia e pesquisador incansável, escreveu várias obras no campo da educação formal, tais como "Curso Prático e Teórico de Aritmética", "Gramática Francesa Clássica", "Soluções Racionais das Questões e Problemas de Aritmética e Geometria", "Programa dos Cursos Usuais de Química, Física, Astronomia e Fisiologia", "Ditados Especiais sobre as Dificuldades Ortográficas", e tantas outras. Foi mestre no Liceu Polimático. Era, sem dúvida, um espírito altamente qualificado, moral e intelectualmente,
estando preparado para a tarefa de registrar e provar a pluralidade das existências, quando muitos ainda falavam de mistérios, fantasmas, e "fenômenos sobrenaturais".

Depois de longo período triste da Idade Média, em que era proibido pensar e - mais do que isso - externar o que não fosse ao agrado da Igreja de então, novas luzes se acenderam para a humanidade, nos séculos XVIII e XIX, brilhando a filosofia e expandindo-se a ciência. As ponderadas observações do Professor Rivail, com base em deduções lógicas e sustentação em princípios científicos, o levariam a formular uma Doutrina sólida, alicerçada no tripé - Filosofia (trabalhando com o pensamento e as idéias), Ciência (trabalhando com a experimentação e a prova) e Religião (desta, extraindo, basicamente, os ensinamentos morais e a fé raciocinada). Dissecou as leis de ação e reação, demonstrou que não há efeito sem causa e fez ver a todos como se processam as relações entre o mundo visível (perceptível pelo nossos pobres sentidos) e o mundo invisível. Os chamados "fenômenos espíritas" deixaram de ser objeto de curiosidade, temor ou gracejo, passando a ser estudados com seriedade e respondendo a todas as questões do ser humano.

Com as cinco obras básicas do Espiritismo - "O Livro dos Espíritos" (filosofia), "O Livro dos Médiuns" (ciência), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (moral evangélica), "O Céu e o Inferno" (sobre a justiça divina) e "A Gênese" (analisando a Terra e o Universo, assim como os milagres e os predições), - a que chamamos de pentateuco kardequiano, trabalhos que foram escritos entre 1857 e 1865, além de inúmeros outros, Kardec estabeleceu a Doutrina dos Espíritos ou o Espiritismo Cristão. Sucumbiram os dogmas seculares que têm atrasado a caminhada da humanidade em busca da verdade, da luz, do esclarecimento, porque, dotados por Deus - causa primária de tudo - do livre arbítrio, somos todos capazes de fazer nosso destino, ultrapassando os obstáculos e os sofrimentos, vida após vida, desde que modifiquemos o nosso comportamento e persistamos na prática do bem.

O Espiritismo só poderia estruturar-se como Doutrina quando houvesse o progresso da ciência e da filosofia, dissipando a ignorância e o medo. Não bastava dizer: "não acredito", ou : "isso é coisa do demônio", ou, ainda: "é invencionice de herege". Era necessário estudo ou, no mínimo, vontade de aprender, pois todos somos capazes de assimilar a nossa condição de espíritos imortais, no campo de provas e expiações que é o planeta Terra: nascendo e renascendo, ora como homem, ora como mulher; ora como negro, ora como branco ou como amarelo; ora como rico, ora como pobre; ora com saúde perfeita, ora com deficiências, até que, pelas inúmeras vidas físicas, possamos aperfeiçoar-nos e fazer do amor ao semelhante a lei básica do progresso espiritual.

Por tudo isso e por muito mais, falar de Espiritismo como Doutrina que mostra ao ser humano quem ele é, de onde vem e para onde vai, e qual é a sua tarefa em cada existência na Terra, é ligar-se ao kardecismo, pois foi Allan Kardec que teve a missão, passando por sarcasmos, ataques e descrenças de seres menos esclarecidos, de registrar os ensinamentos dos Espíritos e legar à humanidade o conhecimento dos dois planos da vida: o físico, passageiro e de aprendizado, e o espiritual, eterno e libertador.

Falar bem ou mal da Doutrina Espírita, sem conhecer a obra de Allan Kardec, requer ponderação, para evitar surpresas e por respeito ao grande codificador do Espiritismo.

 

sábado, 12 de janeiro de 2013

FERIADO - DIA 25/01/2013


ATENÇÃO
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DIA 25 DE JANEIRO (SEXTA-FEIRA), 
DEVIDO AO FERIADO, A CASA NÃO ABRIRÁ, 
VOLTANDO AS SUAS ATIVIDADES NORMAIS
NO DIA 27 DE JANEIRO (DOMINGO).



UM ABRAÇO À TODOS, BOM FERIADO
E FIQUEM COM DEUS.


CENTRO ESPÍRITA LUIZA DE ABREU ANDRADE




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

CURSOS DOUTRINÁRIOS:


AMIGOS, 

VENHAM PARTICIPAR DOS
CURSOS DOUTRINÁRIOS
DA CASA !!!


Conheça o Espiritismo e saiba o que essa
 maravilhosa Doutrina tem a oferecer à sua vida !!!

O curso é gratuito, apenas um dia por semana
sendo necessário para participar apenas sua
disponibilidade e boa vontade.


O Curso Preparatório terá início no dia
 19 de fevereiro (terça-feira) às 20:00 hs
(uma semana após o Carnaval).


Increvam-se no próprio Centro,
com os Tarefeiros da Livraria-Biblioteca.


Obs.: Os alunos que já frequentam os cursos,
devem se escrever novamente para o próximo.



SEJAM BEM-VINDOS !!!
E que Deus, nosso mestre Jesus e as espiritualidade
amiga estejam sempre conosco.





Cursos


Coordenadora de Ensino:  Estela Domingues


CURSO:  Preparatório
DIA:  Terça-Feira  -  HORÁRIO:  20:00 hs.
Expositores:
Nice Telles
Edson Telles


CURSO:  Básico 1
DIA:  Terça-Feira  -  HORÁRIO:  20:00 hs.
Expositores:
Karina Uezato
Balbino Amaral


CURSO:  Básico 2
DIA:  Terça-Feira  -  HORÁRIO:  20:00 hs.
Expositores:
Alcides Branco
Milton Rosa


CURSO:  Aprendizes do Evangelho 1
DIA:  Segunda-Feira  -  HORÁRIO:  20:00 hs.
Expositores:
Mirian Oliveira
Marli Ayako


CURSO:  Aprendizes do Evangelho 2
DIA:  Segunda-Feira  -  HORÁRIO:  20:00 hs.
Expositores:
Nobuo
Denise


CURSO:  Mediúnico
DIA:  Segunda-Feira  -  HORÁRIO:  19:30 hs.
Expositores:
Estela Domingues
Eneide Amaro
Elisabete Marangon 
Rodrigo Domingues